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Marie Claire publicou uma boa reportagem

com Regina Navarro Lins

intitulado “A monogamia já era” (nov/2011).

Os comentários dos leitores foram polarizados.

E um deles queremos comentar aqui:

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“Fantástico!

Essa mulher é realmente

uma puta à frente do seu tempo!”

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Há mulheres (monogâmicas ou não)

que se apropriam da referência de “puta”

por fetiche auto-erótico nas suas atividades sexuais.

Descontado este uso (que não vamos moralizar),

queremos explicar porque não partilhamos desta noção

na nossa imagem de mulher.

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Toda renovação cultural representada pelo século XX no Ocidente não conseguiu abalar na cultura popular os sólidos e milenares preconceitos religiosos e patriarcais acerca da inferioridade da mulher. Nestas sociedades permanece o deus masculino, onde o exemplo de mulher é a virgem Maria. O sexo, pela simples condição de ser livre  (não conjugal), é acompanhado de horror e promessa de castigo celeste para uma religião que se ergue a partir de sua repressão.

Aqui surge o imaginário da mulher que pode ser ou “santa”, “princesa” (assexuada ou sexualmente rígida para dentro do casamento) ou “puta”, “vagabunda” (que não ostenta os símbolos da castidade, da carência, da ignorância sexual e que não está demarcada na monogamia do casamento cristão ou civil que lhe corresponde). Esta visão de moral religiosa permanece até hoje como uma cultura de base para cristãos e mesmo para a maioria dos ateus; machistas e mesmo para a maioria das feministas.

A atualização desta cultura de base para as sociedades atuais dará lugar a um novo discurso da inferioridade feminina, se antes sagrada, agora biológica. E é fácil constatar, nesta mesma tradição, que mesmo a maior parte dos feminismos são cuidadosos para que não se contamine na ideia da “nova mulher” o estatuto da liberdade sexual.

Assim… mesmo hoje, a expressão “puta” está na ponta da língua para se estigmatizar a mulher dona de si, que dá para quem ela quiser.

A noção de “puta” é pois uma agressão monogâmica para a mulher autônoma e livre.

Para nós esta possibilidade é básica, um direito elementar: mulheres podem se dar para quem ou quantos homens (ou mulheres) desejarem.

Isto não faz dela uma puta. Isto é uma possibilidade simples própria de uma mulher livre.

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com/watch?

>> Somos, todas(os) nós, Regina Navarro Lins! <<

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Tantra

O grupo de trabalho Tantra/RLi irá reunir, da Rede RLi,

todas as pessoas envolvidas praticamente na experiência Tantra.

15/fev, 19h.

Interessados para participar precisam inscrever-se:


Experiências com Tantra

A avaliação dos participantes aponta para o “muito positivo”. A decorrência é que vamos dedicar este ano para um envolvimento consistente com isto.

Tantra

  • É uma experiência (não uma religião, não uma filosofia).

  • Não se trata de uma “yoga do sexo livre”, mas essencialmente uma experiência de auto-encontro e de identificação da hetero-regulação bloqueadora.

  • É uma experiência de desbloqueio do ser, onde a essência é a singularidade do ser.

  • Só como decorrência, mas de forma consistente e global, ele atinge a “sexualidade”.

Noções:

  • Amor não é um sentimento, mas uma forma de consciência;
  • Amor deriva da liberdade; casamento, ciúme, egoismo, aprisionamento, posse, é sua negação;

Obs:

Há no oeste da Índia uma região chamada Goa onde se fala o português e há importante concentração de mestres tântricos muito respeitados;

Bate-Papo para novos participantes e amigos

A Rede Relações Livres convida para um bate-papo sobre as novas formas de relação, para aqueles que já descobriram que o casamento não é o caminho.

Participe de nossa reunião.

Participe de nossa reunião.

16h – Demétrio Ribeiro nº79
neste Sábado – (11/02) 

Se você é simpatizante de formas “não monogâmicas” de relação, tem um relacionamento plural e livre ou está curioso para saber como te-lo, venha participar de nosso bate-papo. Saiba quais as alternativas que se contrapõe ao casamento.

Amar e se relacionar com mais de uma pessoa ao mesmo tempo, com sinceridade e sem enrolação, é possível.

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A Rede RLi

promove o cine-debate

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“HAIR”

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“Hair” (“cabelo” – levado ao cinema em 1979) é um dos mais impressionantes filmes de toda história do cinema. Enquanto peça teatral chegou a fazer 1750 apresentações só nos EUA.  Muitas de suas canções tornaram-se hinos dos movimentos populares anti-Guerra.

Relata a revolta antimilitar da juventude dos anos 60 no interior das iniciativas bélicas dos EUA contra o Vietnã.

Nesta revolta juvenil, afirma-se a cultura hippie dos anos 60: uma individualidade forte combinada com relações sociais comunitárias, a liberdade, a diversidade cultural, a multi-racialidade, a dissolução das velhas hierarquias, a reinvenção dos modos de vida em direção a paz e ao amor livre. Reage às restrições da civilização e seu consumismo e uma opção pelo naturalismo.

A profanação de valores, o uso de drogas ilegais, irreverência pelo documento de registro de alistamento militar obrigatório e bandeira nacional e cenas de nu explícito, causaram enorme controvérsia. Articulavam a rebelião pessoal, tribal e de massas contra seus pais e a sociedade conservadora norte-americana.

Hair conta a história da “Tribo”, um grupo de hippies cabeludos politicamente ativos da ‘Era de Aquário’, que levam uma vida boêmia em Nova York e lutam contra o alistamento militar para o Vietnã.

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Confirme sua presença!

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Rede RLi no Fórum Social 2012

Realizamos 4 atividades.

Uma oficina de teatro:

Dois horários para o debate sobre “Dissolução da Família”:

E a atividade mais concorrida foi quando da apresentação conceitual sobre “O que são Relações Livres”:

Continuar Lendo »

Pergunta:

“A Rede Relações Livres é muito severa com o casamento. Procede?”

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Resposta:

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Sim.

Digamos com todas as letras: lutamos pelo desaparecimento do casamento.

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E isto como um elemento essencial da luta pela emancipação humana. Desde já apontamos na direção de marcos culturais onde se possa viver, enfim, a possibilidade de ruptura ampla com os limites do casamento.

Vivemos assim.

Desde nossa específica perspectiva, não temos pois nenhuma reforma a fazer no casamento. Porque estamos livres dele.

Porquê?

  • Primeiro – O casamento é um contrato impossível: sobre sentimentos futuros!

  • Segundo – Este irrazoável compromisso ganha sobrevida por laços de controle social, principalmente por parte dos amigos e da parentela.

  • Terceiro – porque ele não é uma simples possibilidade, uma opção pessoal entre dois interessados, por mera voluntariedade, mas uma imposição da moral sexual repressiva, representando uma hetero-regulação, já naturalizada desde as primeiras fases da infância.

  • Quarto – porque não nos reivindicamos das Tradições Legais que nos fazem pedir autorização ao Estado para organizar nossa vida sexual e afetiva, mas pela auto-organização social da vida afetiva.

  • Quinto – porque não nos reivindicamos de Costumes Religiosos constituidores dos limites repressivos da vida afetiva e sexual, onde viver a sexualidade em liberdade é sinônimo de degradação moral e social. Nos reivindicamos da liberdade sexual e contra a miséria afetiva da qual derivada necessidade do casamento. Para nós vida sexual e afetividade livre, organizada, deve ser sinônimo de saúde, bem-estar, autonomia pessoal.

       Isto não quer dizer que não admiramos e aplaudimos aqueles que dentro do casamento, desafiam-se ao casamento aberto ou a prática do Swing, entre outros acordos possíveis, rompendo com a acomodação, a hipocrisia, o adultério e a redução da dupla moral.

Pergunta:

“Há uma contradição e um equívoco de sectarismo na tese RLi. Como pode vocês defenderem “liberdade e diversidade sexual” e ao mesmo tempo excluírem a monogamia como uma forma válida?

Que cabimento tem se opor a pessoas apaixonadas vivendo uma relação a 2?”

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Resposta:

A pergunta se funda em algumas incompreensões de base.

1º – Não somos contra casal apaixonado ou relação a dois;

2º – Compreenda bem isto – monogamia não quer dizer “ter um parceiro sexual”: nós, por exemplo, podemos estar num certo momento sem ninguém e somos livres: não abstêmios. Podemos estar com só uma outra pessoa e somos livres: não monogâmicos. Podemos estar com duas outras pessoas e somos livres: não bígamos.

3º – Não imagine, nem em sonho, que monogamia seja duas pessoas apaixonadas. Monogamia é uma forma estrutural de família que gera um casamento monogâmico que quer dizer uma única coisa: trata-se de uma moral que determina que as pessoas não podem ter mais de uma companhia sexual.

4º – Monogamia e liberdade são incompatíveis. Não doure o cárcere da monogamia escondendo-o atrás da paixão. Assuma que é o casamento monogâmico que mata esta e as novas oportunidades de paixão para o resto de seus dias.

5º – Dizemos e reafirmamos de forma límpida e consciente: somos contra a monogamia. Somos contra a moral que exige que não se possa ter mais que uma companhia afetiva e sexual.

6º – Queremos o fim da miséria monogâmica. Liberdade para amar é incompatível com o número máximo de 1 da monogamia. Não toleramos subnutrição amorosa e carência afetiva; temos múltiplos amores, beijamos com prazer muitas pessoas e nos apaixonamos no plural.

Aprecie SEM moderação!


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E dê risadas na seção Humor

Este mes em que está publicada nossa entrevista na Revista Marie Claire /jan, nosso blog está ainda mais voltado para o público feminino reeditamos vários posts antigos, leiam e comentem a vontade.

Bom passeio a tod@s!

A Revista Marie Claire (São Paulo)

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veio para uma entrevista com a

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Rede RLi (Porto Alegre)

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(por indicação de Regina Navarro Lins)

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A jornalista e editora de comportamento Mayra

passou três dias debatendo, entrevistando e acompanhando

o cotidiano da Rede RLi

entre os dias 20 e 22 de out/2011

A matéria publicada no número de janeiro/2012

já está nas bancas.

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Naturismo

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Virada do Ano!

Comunidade Naturista Colina do Sol

Saída organizada: Sábado 31/Dez  7h00 – Pontualmente

Pode convidar também seus amigos.

Não deixe para última hora!

Custos:

Portaria

Final de Semana e Feriados R$ 18,00 / dia – Durante a  semana R$ 12/dia

Hospedagem

Custos e Opções variadas:  de R$ 10,00 (Camping) até R$ 150,00 Cabanas –  Cobrados por noite

Reserve com antecedência

Maiores informações: http://www.colinadosol.com.br

Medo da Nudez

Apesar da “consciência de modernidade” das pessoas no século XXI, qualquer naturista se dá conta muito rapidamente do colossal peso do tabu do corpo que reina em nosso ambiente.

De onde vem a memória de medo e culpa acerca da nudez?

Continuar Lendo »

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Como num romance
O homem dos meus sonhos
Me apareceu no dancing
Era mais um
Só que num relance
Os seus olhos me chuparam
Feito um zoom
Ele me comia
Com aqueles olhos
De comer fotografia
Eu disse cheese
E de close em close
Fui perdendo a pose
E até sorri, feliz
E voltou
Me ofereceu um drinque
Me chamou de anjo azul
Minha visão foi desde então ficando flou
Como no cinema
Me mandava às vezes
Uma rosa e um poema
Foco de luz
Eu, feito uma gema
Me desmilingüindo toda
Ao som do blues
Abusou do scoth
Disse que meu corpo
Era só dele aquela noite
Eu disse please
Xale no decote
Disparei com as faces
Rubras e febris
E voltou
No derradeiro show
Com dez poemas e um buquê
Eu disse adeus
Já vou com os meus
Numa turnê

.

Como amar esposa
Disse ele que agora
Só me amava como esposa
Não como star
Me amassou as rosas
Me queimou as fotos
Me beijou no altar
Nunca mais romance
Nunca mais cinema
Nunca mais drinque no dancing
Nunca mais cheese
Nunca uma espelunca
Uma rosa nunca
Nunca mais feliz

Convidamos a todos que estiveram no Universo Livre,

aos que por alguma razão não puderam comparecer,

aos amigos que não vemos a algum tempo,

a quem está nos espiando de longe e ainda

não teve a iniciativa de nos conhecer…

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Confraternização de fim de ano!

Quinta 22 de Dezembro – 20hs

Demétrio Ribeiro,  79, no terraço

Contribuição voluntária de R$ 5,00

IV Encontro Universo Livre (I)

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16 (sexta) de dezembro de 2011

Porto Alegre

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17h – Círculo de cientistas sociais, antropólogos e historiadores

“Considerações sobre Matriarcado e Monogamia”


19h – Palestra internacional

“A Experiência

Milenar e Atual do Matriarcado e

Liberdade Sexual das Mulheres

do Povo Musuo (China)”

por Ricardo Coler (Argentina)

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No auditório da Faculdade de Economia

da Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Este debate é aberto aos interessados, gratuito e dispensa inscrição prévia.

IV Encontro Universo Livre (II)

17 e 18 (sab e dom) de dezembro

Acampamento, debates e convivência

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Vagas Limitadas!

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Este ano além de ser um espaço de formação como nas edições anteriores será uma oportunidade para pensarmos sobre o próximo ano e principalmente confraternização entre os participantes.

Programação

Sábado

Introdução a Relações Livres (simultâneos: um no sítio Terrazen às 11h; outro no centro de PoA às 10h, na Demério Ribeiro, 79)

13h – Almoço

15h – Apresentação dos participantes

16h – Teatro

18h - Debate (tema escolhido na enquete desta página)

20h -  Janta

21h – Atividade de integração

23h – Confraternização

Domingo

10h – Café da manhã

11h – Balanço 2011 e o que queremos da Rede RLi para 2012

14h – Almoço

15h – Lazer e despedida

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Inscrições abertas

A alimentações está inclusa no pacote abaixo (Sábado almoço e janta; Domingo Café da manhã e almoço -e indique se é vegetariano):

Até 16 dezembro:  R$ 55, (p/ Camping)    -    R$ 75, (quartos coletivos, se ainda houverem vagas)

Pagamento no local  R$ 65 (p/ Camping)    -    R$ 85,  (não haverá mais quartos coletivos)

Para se inscrever você deve mandar um e-mail para rederelacoeslivres@gmail.com, com seu nome completo, telefone, cidade, se é vegetariano e a data do depósito na Caixa Federal (pode ser feito em qualquer lotérica): agência: 0428; Operação: 023; Conta: 9993-3.

Mais informações nos fones:

 (51) 9997-9332 (vivo);  (51) 9171-5256 (claro); (51) 8172-1152 (TIM)

Local: Rodovia Hartur José Gatino, 2271, antiga Estrada do Espigão, Viamão/RS

http://sitioterrazen.com.br/

Quem pode ir no Universo Livre?

“Quero conhecer as ideias de vocês mas não tenho nenhuma experiência em relação livre. Posso ir só de curioso?”

“Sou Relação Aberta e não RLi… posso ir no encontro de vocês?”

“Estou sem companhia. Posso ir sozinho(a)?”

Resposta:

…..Pessoas solteiras ou casais que querem abrir relação são apropriados a proposta do encontro.

     Quem está em RA, casamento aberto, poliamor, comunidade afetiva ou outra relação não monogâmica é bem vindo em nosso encontro.

     Não tenha constrangimento em chegar sozinha(o), você será muito bem recebido(a).

     Podem convidar amigos mas desde que estejam realmente interessados em nossa proposta.

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“Sou casado(a) e eu gostaria de ir no encontro de vocês… algum problema?”

Resposta:

     Nossos eventos não são para pessoas casadas ou monogâmicos em geral. Há uma exceção que é pessoas nestas condições que entretanto tem acordo intelectual conosco e querem colaborar com nosso movimento. Mas mesmo isto é uma situação contraditória.

    O enconto Universo Livre é para quem vive ou está se reorganizando para viver relações livres. Quem está em relação fechada (casamento ou namoro) não está na mesma condição que a nossa. Neste caso ainda pode vir em uma reunião para “Novos Amigos” (que é aberta). Mas não confunda: não queremos ser o “ar livre e fresco” de quem prende a esposa(o) em casa.

Bate papo ao vivo

pela TwitCam

Com a Rede RLi

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Duas vezes por mês a Rede RLi fará transmissão via twitcam, conversando com internautas e respondendo a algumas dúvidas que podem ser enviadas através do nosso twitter. Aguardamos vocês!

Para assistir transmissões passadas:

24/set: http://twitcam.livestream.com/6mrvn

12/out: http://twitcam.livestream.com/6ttnc

27/nov: http://twitcam.livestream.com/7edba


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“A monogamia já era”

Entrevista completa de Regina Navarro Lins para a

Revista Marie Claire deste mês.

Em dezembro sairá a entrevista

com a Rede Relações Livres.

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MC – Então a monogamia está com os dias contados, é isso?

RNL – É evidente que eu estou falando de tendências de comportamento, não de mudanças em curto prazo. Hoje, a maioria dos casais pode me achar louca de afirmar que o casamento monogâmico já era. Mas há, no mundo todo, sinais que mostram que casais mais liberais tendem a ser mais felizes. A revista do New York Times deu recentemente a seguinte capa: “Infidelity keeps us together” (A infidelidade nos mantém juntos) . É um exemplo disso.

MC – E por que isso nos faria mais felizes?

RNL – Nada é garantia de nada. Mas já sabemos que esse modelo que inventamos não deixa as pessoas felizes. Quem casa e opta por se reprimir em respeito ao outro pode pagar um preço muito alto. Você pode até controlar o seu desejo, mas ele vai continuar existindo em algum lugar. Daí, anos depois, você descobre que seu marido não fez o mesmo. Pronto, seu mundo caiu. Agora me diga, com toda a sinceridade: por que quando uma pessoa se casa não pode transar com outra? Historicamente, eu sei que era porque o homem não queria que sua herança fosse de outra pessoa. Mas, fisiologicamente, isso não faz sentido. Está mentindo quem diz que nunca teve tesão por outro além do marido. E mais, sexo é feito bateria de carro: se você não usa, descarrega. Por isso, o casamento monogâmico é o relacionamento no qual menos se faz sexo.

MC – É possível amar duas pessoas ao mesmo tempo?

Continuar Lendo »

Carta

Uma carta para reflexão

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mnLamento que você considere que Ele está dividindo o afeto entre nós duas. Quando fazemos uma divisão cada parte envolvida fica com menos(-). Por isso a idéia não é essa. Acredito que os sentimentos podem e devem ser multiplicados e quando isso acontece há uma coisa que a matemática não explica, todas as partes ficam com mais(+).

mmNão sei em que momento você resolveu começar uma competição. Mas peço que não trate quem eu amo como um troféu. Ele merece muito mais do que isso, e você também. Se algum dia ele se colocar na posição de troféu, pode estar certa de que eu não estarei entre as competidoras. Continuar Lendo »

A função perversa dos contos de fadas

Ao invés de desenvolver suas próprias capacidades, meninas aprendem a esperar pelo “homem salvador”

Regina Navarro Lins

 
 
 
Pat, engenheira de 34 anos, separada, chegou ao meu consultório e foi logo dizendo: “Não aguento mais ter que arranjar dinheiro para pagar as contas e resolver tudo na minha vida. Estou buscando um marido que me proteja, cuide de mim e me sustente. Minha filha, no seu aniversário de seis anos, pediu uma festa com o tema de Cinderela. Ela até se vestiu dessa forma. Assim é bom, porque ela já vai se acostumando com a ideia de que é importante procurar um homem bem diferente do pai dela, que não tem dinheiro. Quando ficar maior, mesmo que tenha uma profissão, espero que se case com alguém que a proteja e garanta seu sustento.”

Não tenho dúvidas de que os contos de fadas são prejudiciais às crianças. Mas será que pais e professores se dão conta disso? Será que percebem quais tipos de ideias estão passando para as crianças, subliminarmente, por meio desses contos? Cinderela, Branca de Neve, Bela Adormecida. Modelos de heroínas românticas, que, ao contrário do que se poderia imaginar, no que diz respeito ao amor, ainda são parecidas com muitas mulheres de hoje. Mas isso não é à toa.

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Neste dia, há 25 anos, morria

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Simone de Beauvoir:

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libertária, feminista e não monogâmica

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“Simone conhece o seu grande amor e parceiro até a morte: Jean Paul Sartre, que ao seu lado criou os alicerces para a filosofia do existencialismo.

A partir do encontro entre os dois, que culmina em uma paixão forte, Sartre e Beauvoir, ao invés de casar, propõem um pacto: ficariam juntos, mas em sua relação não existiria a monogamia e a mentira. Eles acreditavam que precisavam conhecer a fundo a alma da humanidade e que isso requer liberdade e verdade.

Aos 23 anos, Simone de Beauvoir é nomeada professora em Marseille e Sartre é nomeado para o Havre. O casal teria de se separar. Por conta disso, Sartre propõe o casamento para Simone, que recusa, e alega não querer viver sob os ditames hipócritas da sociedade burguesa.

Em 1932, Simone se apaixona por uma de suas alunas, Olga Kosakiewicz, apelidada pelo casal de “a pequena russa”. Sartre volta a viver com Simone, agora com Olga, e passam a ser um triângulo amoro, que logo se tornaria um quarteto com a chegada de um aluno de Sartre: Jacques-Laurent Bost.

Esta não seria a última vez que Sartre e Simone vivenciariam a experiência em triângulos e quartetos bissexuais, tanto é que em muitos lugares eles eram proibidos de entrar, visto que à época eram considerados imorais. A vida de Simone ganha outros contornos quando em 1949 é publicado “O segundo sexo”, que resulta em ataques públicos a sua pessoa. Porém, foi também com este livro que ela alcançou sucesso mundial e foi recorde de vendas.

Simone nunca falou publicamente sobre suas relações homossexuais, mas assumiu nos anos 70 ter feito aborto e abraçou a luta pela causa. Muitos biógrafos dizem que passaram por Simone inúmeras alunas, mas que ela nunca falaria sobre isso por considerar a sociedade ainda muito hipócrita.

O fato é que Simone de Beauvoir deixou vários livros fundamentais para o mundo e, em uma época que tanto se discute sobre a mulher, o corpo e de quem realmente somos enquanto sujeito na sociedade, nunca foi tão atual… Na verdade, Simone ainda é provocadora e atual. E é isso que faz dela um gênio.”

Detalhes em: http://dykerama.uol.com.br/src/

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