.
“O que são Relações Livres?”
.
Resposta:
http://latuff2.deviantart.com/gallery
http://twitter.com/CarlosLatuff
É uma visão de relações afetivas e sexuais onde as pessoas tem direito de desejar e viver quantas relações e amores quiserem. Ausência do casamento e do tabu da monogamia (restrição a que não se tenha mais de uma pessoa).
“É tipo marido e amante?”
Não. Isto é no casamento. Aqui não há um “oficial” porque todos os vínculos são reconhecidos (e não clandestinos).
“Mas isto não é putaria?”
Não. A noção de “puta” é uma agressão monogâmica para a mulher que se entrega para quem ela quiser. Já esta possibilidade, para nós, é básica, um direito elementar: mulheres que desejarem mais de um homem… devem e podem tê-los
.
.
Diferencie…
.
Os tipos listados abaixo nos parecem importantes porque fazem a experiência não monogâmica. Mas desde já listamos seus limites:
Relação sem Vínculo é quando uma pessoa prefere variados acessos sexuais sem continuidade e sem formação de casal ou de vínculos estáveis.
- Ter relações sem continuidade necessária parece tranquilo a um RLi. Mas fazemos objeção à “necessidade de não ter vínculos”.
Amizade Colorida é quando uma pessoa evita a formação de casal e se permite o acesso sexual eventual com a leveza das relações de amizade.
- Toda a leveza é bem vinda. Mas objetamos que não estamos preso a ela. Podemos e queremos relações com variados níveis de profundidade e continuidade.
Relação Livre é quando a pessoa mantém autonomia e plena liberdade pessoal seja lá qual for a relação sexual/afetiva e em qualquer circunstância de estabilidade.
- Nossa maior dificuldade é que esta visão pressupõe pessoas muito livres, não possessivas e não ciumentas. E como toda a ordem cultural está oposta a isto, há um número limitado de pessoas onde isto pode hoje ser vivido plenamente. Na rede RLi/RS você encontra estas pessoas.
Relação Aberta é quando de forma consensual um casal de namorados acerta o direito comum a outras relações simultâneas mas na condição de serem secundárias.
- Na cultura RLi não combinamos um “certo espaço” de liberdade. Isto é pleno antes, durante e depois de qualquer relação. E com as diferentes pessoas teremos diferentes relações devido a singularidade das combinações. Mas em hipótese alguma temos a “relação oficial” e as “secundárias”.
Casamento Aberto é quando de forma consensual pessoas casadas acertam o direito comum a outras relações simultâneas mas na condição de serem secundárias e invisíveis.
- Se relação aberta nos parece problemático, casamento aberto só agrava. RLi é um ser social livre do casamento.
Suingue é quando de forma consensual pessoas casadas realizam trocas de parceiros em encontros/festas reservadas e estas restritas à órbita sexual e com formal exclusão de envolvimento afetivo.
- Um RLi não consegue suportar a ideia de ter relação sexual na condição de não ter outros laços (de afeto, vínculo, etc). Nem também poderá admitir que seu companheiro lhe determine com quem se envolver ou não se envolver.
Poliamor é a possibilidade de se ter duas ou mais relações afetivo-sexuais onde esteja incluída a cláusula de “polifidelidade”; ou seja, o dever de exclusividade sexual aos parceiros reconhecidos e com direitos de ingerência nas possibilidades e opções de relação um do outro.
- Andamos junto quando o assunto é objetar a monogamia. Mas RLi é incompatível com a moral da exclusividade sexual (mal denominada de “fidelidade”). Seja a sua forma monogâmica seja a sua forma poliamorista. Rompemos com a exclusividade monogâmica mas não para cair na exclusividade poliamorista.
.
Compersão
.
É um termo usado por pessoas que tem relacionamentos livres, abertos, ou poliamorosos.
Compersão é o sentimento oposto ao ciúme. É quando a gente fica feliz de ver feliz a pessoa que a gente ama sendo amada ou amando outras pessoas, ou simplesmente curtindo as novas relações.
É componente do amor, não do modelo de relação… Até porque os relacionamentos abertos nem sempre tem esse componente presente mas ele é fundamental para virar a pagina do ciúme.
Mas só sentimos compersão quando compreendemos a multiplicidade de experiências do outro como enriquecedora para nós mesmos e respeitamos sua autonomia em procurar satisfação de formas diferentes das nossas.
.
Pergunta 1:
.
“Mas eu quero uma relação séria…!”
.
Resposta:
Veja…
o sério da vida afetiva e das relações sexuais é muito relativo.
No śeculo XIX sério era o casamento arranjado onde o assunto era tão “sério” que não se deixava o casamento (e portanto a fusão/fracionamento das propriedades) a cargo a “frivolidade” do amor juvenil. Nesta situação, eram os pais “sérios” que decidiam com quem as pessoas casavam.
Hoje poderíamos nos perguntar: seria um atestado de não seriedade as pessoas decidirem, por vontade pessoal, com quem vão casar?
Assim também hoje… uma relação “séria” aos olhos tradicionais não é nada menos que a droga de uma relação baseada na carência (o “mérito” de ter se possível só um parceiro sexual na vida!; o “mérito” de nunca se amar duas pessoas ao mesmo tempo!, etc).
Já nossos critérios para uma “relação séria” são mais atuais. Não derivam da moral repressiva de antigas seitas salvacionistas do deserto do Sinai, mas do feminismo, por exemplo.
Nestas novas circunstâncias, queremos personalidades que tenham consciência sobre seus interesses; estabeleça com o outro os termos da relação; e nestes termos nós nunca negociamos aprisionamento monogâmico, mas sim relação livre!
Não participamos da farsa burlesca do casamento monogâmico (seria isto uma relação “séria”?) com sua ilusória exclusividade sexual (onde cada vez mais as próprias mulheres rendem-se ao “é tentei, não deu…”).
Queremos sim é relações livres, onde as pessoas sabem que elas e seus companheiros (as) terão, cada qual, as relações que bem entendam. Ou seja… honestidade máxima.
Quer um máximo exemplo de relação séria para o século XXI: a honestidade das relações livres!
____________________________________________________________________Pergunta 2
“Há uma contradição e um equívoco de sectarismo na tese RLi. Como pode vocês defenderem “liberdade e diversidade sexual” e ao mesmo tempo excluírem a monogamia como uma forma válida?
Que cabimento tem se opor a pessoas apaixonadas vivendo uma relação a 2?”
.
Resposta
A pergunta se funda em algumas incompreensões de base.
1º – Não somos contra casal apaixonado ou relação a dois;
2º – Compreenda bem isto – monogamia não quer dizer “ter um parceiro sexual”: nós, por exemplo, podemos estar num certo momento sem ninguém e somos livres: não abstêmios. Podemos estar com só uma outra pessoa e somos livres: não monogâmicos. Podemos estar com duas outras pessoas e somos livres: não bígamos.
3º – Não imagine, nem em sonho, que monogamia seja duas pessoas apaixonadas. Monogamia é uma forma estrutural de família que gera um casamento monogâmico que quer dizer uma única coisa: trata-se de uma moral que determina que as pessoas não podem ter mais de uma companhia sexual.
4º – Monogamia e liberdade são incompatíveis. Não doure o cárcere da monogamia escondendo-o atrás da paixão. Assuma que é o casamento monogâmico que mata esta e as novas oportunidades de paixão para o resto de seus dias.
5º – Dizemos e reafirmamos de forma límpida e consciente: somos contra a monogamia. Somos contra a moral que exige que não se possa ter mais que uma companhia afetiva e sexual.
6º – Queremos o fim da miséria monogâmica. Liberdade para amar é incompatível com o número máximo de 1 da monogamia. Não toleramos subnutrição amorosa e carência afetiva; temos múltiplos amores, beijamos com prazer muitas pessoas e nos apaixonamos no plural.
____________________________________________________________________
Pergunta 3:
A algum tempo acompanho o blog e recentemente tive um caso com uma pessoa RLi.
Achei previsível ela ser não-monogâmica, não-possessiva, não-ciumenta. Mas como não costumo “pousar” muito tempo nas relações… achei estranho o quanto ela se “apegou” e de ficar falando em “organizar a relação”, ter “vínculo”.
Isso não é uma contradição?
.
Resposta:
Este é um tema chave. A partir dele distingue-se várias corrente não monogâmicas:
-
Os suingues propõe diversidade sexual mas exclusividade afetiva;
-
Os relações sem vínculo: com sexo e afeto diversificado mas fugaz.
Desde que se tome o cuidado de não moralizar muito o assunto… dá para fazer algumas considerações sobre como pensam os relações livres.
Consta de um texto que debate a identidade RLi a ideia de que:
..
“Um ufanismo em torno do sexo sem sentimento não pode ser a sina de quem quer viver o sexo livremente.
É óbvio que temos um arsenal inesgotável de disposição afetiva, tão ou mais constante que o desejo estrito de sexo.”
.
Ou seja… das coisas mais caras aos RLis é exatamente o de combinar liberdade e vínculo; prazer sexual e amizade.
Sexo Livre não nos rouba o afeto e a amizade!!!
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________,
Pergunta 4:
Fala-se muito de relação “livre”, mulher “livre”.
Mas nem vocês estão em situação real e total de liberdade.
.Resposta:
Não imagine o contrário: temos muitas… muitas rezões para reivindicar liberdade.
.Mas aí temos que distinguir liberdades reais e liberdades imaginárias:
.
.
-
Liberdade não é um estado abstrato de plena ausência de gravidade, inexistência de pressão social e condicionamentos.
-
Não exija de nós um “estado absoluto de liberdade” pelo simples fato de que isto não existe;
-
Liberdade é sempre uma luta. Uma luta contra algo que aprisiona; uma luta real contra um limite real;
-
Partiremos sempre de uma situação limitada, para fazermos uma luta limitada, para obter conquistas limitadas.
-
Por mais que hoje a gente denuncie o casamento perpétuo voluntário reconhecemos que ele já correspondeu, em outro tempo, a uma luta pela liberdade ao desvencilhar-se do casamento arranjado pelos pais;
-
O que devemos é mostrar qual limite estamos incomodados, porque é correto derrubá-lo e como construir uma nova condição sem aquele limite;
-
Quando denunciamos a monogamia, mostramos a pobreza emocional e relacional desta vida aprisionada; mostramos o grito de desconforto e sufoco emocional que sai pelas janelas cerradas das casas. E propomos relação livre;
-
A todos que agem nesta direção… sejam bem vindos a Rede Relações Livres!
____________________________________________________________________
Pergunta 5:
.





nossa adorei ler tanta informaçao,sabe eu venho me descobrindo dia a dia o hoje em dia sei q as pessoas podem mudar sim os seus habitos ate mesmo suprirr seus desejos sem medo de ser feliz eu mesmo quando li essa materia nao sabia nado sobre relacionamentos,mas ja venho buscando informaçao sobre sungues de casais onde rola sexo coletivo em um ambiente discreto como casas especializadas nesses assunto venho aki dizer q nao é tarde para mudar eu sou livre solteiro e quando me da vontade d fazer alguma coisa eu luto para conquistar aquilo que desejo.
para mim é uma honrra ser o primeiro a comentar e agradeço a Rosana q me enviou o link desse site para mim conhecer melhor sobre os relacionamentos ummm beijoooooo a ela q por sinal é uma morena lindaaaa…heheh
bom se quiserem entrar em contato me add no msn para batermos um papo beijosss a todossss
msn:bradok_rs@hotmail.com
Descobrir a RLi lavou a minha alma. Sou do interior de sp e tenho alguns amigos coloridos, que eu sempre deixava de lado quando começava um namoro e, cada vez que eu falava de relação aberta com namorados, todos fechavam a cara. Um até tentou, mas não aguentou a idéia. Acabei achando que eu tinha alguma coisa errada. Vcs me salvaram, nunca imaginei que tantas pessoas pensam como eu…
(Parte 1 de 4)
Nas explicações do tópico “Mas eu quero uma relação séria!” parece que o fio condutor em questão se baseia na falência do casamento atual, assim como não deixa de fazer alusão a frieza dos casamentos antigos ou medievais que excluiam o amor romântico.
Bom eu diria que os seres humanos conduzem as coisas de maneira muito egoística, e muitas vezes direcionados por filosofias que apenas pretendem salvar determinadas castas, classes ou memso seitas. Mas isso são erros humanos.
(Parte 2 de 4)
Outro problema citado é o da carência. Mas não é em relações livres que se está mais exposto a isto?
É próprio à humanidade o sístoles-diástoles… ou o faminto-saciado…ou o carente-satisfeito.
Em circunstâncias de voluntariedade, a sexualidade dependerá da disposição do outro. Isto colocará sempre um dilema carência-satisfação nas pessoas.
Mas não é a isto que nos referimos.
O que pautamos é que há tradições que DEPENDEM e ORGANIZAM a carência.
As pedras da rua sabem que o cristianismo convoca a abstinência até o casamento e a restritividade monogâmica após o casamento, sob pena de inferno.
O casamento separa duas formas diferentes de carência induzida por moral repressiva: a anterior a ele e a posterior a ele.
A dificuldade de os cristãos levarem a sério o cristianismo e seu casamento monogâmico e indissolúvel é um traço mínimo de sanidade dos cristãos e um problema grave para as igrejas.
Isto só passa a ser um problema nosso porque nos preocupamos com profilaxia, ambiente e bem-estar geral.
A perspectiva de relações livres não aponta no sentido da valorização da carência. O ambiente repressivo sim.
Curiosa e compreensível esta inversão: alguém pensar casamento como satisfação e relação livre como carência.
O medo cristão da liberdade sexual invadiu intensamente o século XXI. Para tantos… haverá que se esperar pela próxima geração, ainda.
Caros,
Estou lendo tudo isso e pensando, pensando, pensando. Admirando, admirando, admirando.
Porém, gostaria de assinalar que falamos de pessoas. Assim, entre um termo e outro existe um mundo de possibilidades. Tanto que, de um tempo para cá, tenho falado em Poliamor Livre posto que a polifidelidade tem caído (oxalá) em desuso. Ou seja, ficaria a mesma definição, mas sem a causa da ingerência e da exclusividade sexual.
O que vocês acham?
Grande abraço e parabéns pelo trabalho!
Olá Charô!!
Seu comentário vai valer um post! Ali vamos dar nosso ponto de vista.
Mas nosso entendimento é que até o I Encontro Nacional (2012) estaremos centrado em temas comuns (como monogamia) que temos muito a consolidar e que reforça nossa unidade.
Detalhismo sobre as culturas não monogâmicas fica para mais tarde no marco da nossa relação nacional. Mas nada nos impede de irmos trocando algumas ideias.
Grande abraço!
Opa,
Fico bem feliz de esse ser o posicionamento do Encontro. =)
Comentei esse detalhe para realmente entender (a nível bloguístico mesmo, rsrsrs) pois as coisas estão meio nebulosas na minha cabeça. Estou entrando em contato com outros grupos, outros pontos de vista e estou fazendo um esforço para entender um pouco mais.
Mas olha, sem intenção de trollar, pelamor viu!!! Sou mesmo curiosa e estou com nós na cabeça. O que é bom né? E espero a ajuda de vocês para entender mil coisas.
Abraço fraterno (coisa mais brega, mas é do bem)!
Vocês aceitam lésbicas nesta comunidade?
Nosso tema (liberdade para viver multiplicidade afetiva e sexual) recai sobre heteros, bi e homos do mesmo jeito, apenas com particularidades próprias. A maior parte das mulheres da rede (80%) manifestam serem bi, em diferentes medidas.
Seja muito bem vinda. Terá muito a nos ajudar.
Esse assunto me interessa muito. descobri agora. fiquei indecisa quanto a prevençao de doenças sexualmente transmitiveis. nessa relaçoes deverá haver o uso obrigatório da camisinha sempre?
Olá Milena,
Com relação as doenças sexualmente transmissíveis, o pessoal da rede é muito cuidadoso com o corpo e a saúde! Sexo com camisinha com o parceiro ou a parceira, isso é uma questão fundamental, fazemos campanha contra as DSTs nos nossos encontros. Uma relação livre com uma vida saudável em todos os âmbitos.
Rede relações livres
com relação a DSTs… conhecem meios de prevenir no sexo oral e contato de pele(HPV)?
Olá Thomas!
Se vc tem particular preocupação com isto vai uma dica: usa-se filme (aquele plástico de cozinha para envolver alimentos) para impermeabilizar no sexo oral a boca dos genitais. Abraço.
Achei Radical em vários pontos =)
estou gostando! É uma tremenda iniciativa da qual quero fazer parte e atuar como puder!!
Parabéns galera. Conforme os caminhos se abrem a frente vou me aproximando de PoA!
No mais, vou refinando e afinando idéias e atitudes =)
Intelectualmente e idealmente sou completamente a favor de relacionamentos livres, e o meu parceiro mais constante também. No entanto, nós dois ainda enfrentamos o monstro verde do ciúmes e da insegurança – especialmente ele. No momento nosso relacionamento é aberto, e não livre… Sugestões pra uma transição mais suave e modos de enfrentarmos essas inseguranças?
Olá Daniela,
No nosso blog tem vários textos e um vídeo nosso com entrevista a rede feita pela filial da globo que possa ajuda. Veja algumas publicações da Regina Navarro. Do resto só vindo a Porto Alegre para um bate-papo!
Abraços
Como disse a Paola “Descobrir a RLi lavou a minha alma”. Moro em Cuiabá, aqui a coisa é meio difícil, cidade muito patriarcal e consevadora e apesar de acreditar no que sinto e penso ver que todos estão contra é frustrante.
Acabei de terminar um relacionamento de mais de quatro anos por me revelar incompativel com a monogania. Vim mantendo um outro relacionamento de mais de dois anos com outra pessoa sem a primeira saber, há uns seis meses ela descobriu e abri o jogo, não sou monogámico e não posso ser. Primeiro terminou comigo, mas, como nos gostamos muito, ela resolveu tentar uma relacionamento livre (não conhecia o conceito, mas vejo muita compatibilidade da proposta que fiz a ela e venho desenvolvendo com a que propõem o grupo). Mas infelizmente ela desistiu, não consegue lidar com o ciúmes e eu não correspondo seus sonhos de ter uma familia e uma relação monogámica. Entendo como é difícil para ela e respeito, mas terminei com a plema convicção não quero mais me relacionar com quem não viva relações livres.
O outro relacionamente segue bem, tivemos periodos difíceis, por ser mulher era muita mais pressionada pelas pessoas que sabiam que eu tinha outro relacionamento, principalmente pelas amigas. Mas nos entendemos, ela também tem seus outros relacionamentos e nos gostamos muito.
Olá
Tenho pensado sobre relacoes livres e tentado vive-las há algum tempo, e queria parabenizá-lxs pelo debate. Só queria acrescentar uma “pergunta-resposta” que acho que seria bacan incluir, porque é algo que eu ouvi muito em diferentes momentos:
Pergunta (que nao é bem pergunta, é uma afirmacao descrente) “Ah, mas essas coisas nao dao certo porque no fim as pessoas sempre acabam machucadas.”
Resposta: como qualquer relacao humana, existem conflitos e desencontros, mesmo em relacoes livres. No entanto, estes desencontros tendem a ser muito mais sinceros, como todo o resto da relacao, e por mais que existam insatisfacoes de uma ou outra parte, na medida em que praticamos a liberdade, aprendemos a entender e respeitar muito mais as decisoes das outras pessoas. A honestidade também tem a tendencia de levar a um maior cuidado dxs outrxs envolvidos nas relacoes.
De qualquer forma, as relacoes monogamicas e proprietárias tem uma probabilidade muito mais alta de terminarem com grandes sofrimentos, na medida em que as opinoes das outras pessoas, o fantasma do que “deveria ser” e expectativas idealizadas pesam muito mais e geram sofrimentos desnecessarios numa relacao livre.
[Acho que daria pra deixar essa resposta melhor e mais elaborada, mas é o que me vem agora]
Em todo caso, a sugestao é deixar claro nesse “guia rápido” que nao é por ser livres que as relacoes estao imunes de desencontros e eventuais sofrimentos, como qualquer relacao, já que envolvem diferentes pessoas.
Saudacoes
Oi!
sou de PE, tenho 23 anos, e li sobre RLI hoje pela primeira vez…
não sou muito interesada em sexo, mas amei a ideia de não ser de uma pessoa, e de não se apegar a um único amor, pois sempre que estou namorando aparece alguem legal, por quem me apaixono, mas nunca posso viver esse amor por “dever respeito a o outro”.
concordo com a ideia de poder amar quantas pessoas quizer, sempre conversei sobre isso com os exnamorados, mas nunca fui compreeendida..
obrigado por me explicar que o sinto não é errado, e não devo me condenar por pensar assim.
bjus bjus bjus a todos … valeu!