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RLi

A coordenação estadual

da Rede Relações Livres

estará neste domingo completando seu investimento

de 10h em “Balanço 2011″

mais 10h em “Projetos para 2012″.

Interessados em deixar sugestões,

registrem em “comentários”.

Aviso aos interessados:

  • depois de termos feito muita organização conceitual; muito debate qualificado; muita entrevista; muita compreensão sobre as peças que fazem parte deste jogo…

  • o centro de nossas preocupações este ano será o de sermos inventivos no que diz respeito a qualidade de vida de pessoas que vivem relações livres. Ou seja, está na pauta: namoro RLi; habitação alternativa; socialidade; festas; confraternizações; sistema de encontros de pessoas livres; experiências de liberdade!

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O cartunista

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Carlos Latuff (RJ)

em bate papo com a

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Rede Relações Livres

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Dia 4/abr/12

Porto Alegre


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 Participe e comunique sua presença!

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Festas

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A festa será “quente”.

Versão “Sex on Fire” (algo como “sexo em chamas”).

Amanhã, sábado, dia 24/mar, à noite.

Todos que se inscreveram para ir conosco

estão sendo contatados para nos acertarmos.

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Festas que participamos:

Festa da Floresta (mar/12)

Trata-se de uma festa anual, privada, de 3 dias, em um sítio em Gravataí. Lembra uma mini “rave” mas sem o som pancadão ou abuso de drogas. Toca MPB e samba de raiz. Curioso é que não se paga ingresso e todos que vão devem levar seus comes e bebes e deixá-los disponível em cima de uma grande mesa onde tudo ali é de todos.

 

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A Rede RLi tem posição pela LAICIDADE

e está integrada a este movimento.

23/mar/2012

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(Para assinar, mande e-mail para lbl.rs@brturbo.com.br)

CARTA DO RIO GRANDE DO SUL PELOS DIREITOS LAICOS

Desde de novembro de 2011, o Rio Grande do Sul, ancorado na sua tradição democrática e republicana, enfrenta de forma direta e corajosa um importante debate – hoje com repercussão nacional – sobre a LAICIDADE DO Estado, sua natureza e seus reflexos, seus princípios e as práticas que devemos adotar para garantir sua legalidade.
O debate teve início a partir da iniciativa de seis importantes grupos de direitos civis, feministas e LGBTs do RS, que, amparados pelos princípios constitucionais da laicidade, da impessoalidade do Estado, bem como pelo princípio da igualdade (arts. 19, 37 e 5º da CF) questionaram a presença de símbolos religiosos em espaços de órgão públicos Gaúchos, peticionando pela sua retirada no TJ-RS, Executivo Estadual, Assembleia Legislativa do Estado e Câmara de Vereadores de Porto Alegre.
Este debate secular, reforçado há cinco meses pela entrada das petições, ganhou destaque nas mídias oficiais (rádios, jornais, canais de TV) e nas mídias alternativas (blogs, sites e redes sociais da internet) não apenas no RS, mas em todo o território Brasileiro, a partir da histórica decisão do TJ-RS que acatou o pedido de retirada de “todos os símbolos religiosos das dependências do Tribunal em todo o Estado”. Ganhou, também, corações e mentes com o crescimento da posição favorável de 11%, na 1a. enquete do Programa Conversas Cruzadas, em novembro de 2011, para 42% agora em março (enquete publicada na ZH, em 17 de março de 2012). Mesmo índice alcançado pela Folha de São Paulo.

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Está chegando a Porto Alegre nesta sexta-feira

a pesquisadora Cláudia (mestranda Rio de Janeiro).

Vem debater e observar por alguns dias a

Experiência e Conceitos RLi.

Quem quiser aproveitar o papo

será nesta sexta, 20h, na Demétrio Ribeiro, 79.

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Marie Claire publicou uma boa reportagem

com Regina Navarro Lins

intitulado “A monogamia já era” (nov/2011).

Os comentários dos leitores foram polarizados.

E um deles queremos comentar aqui:

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“Fantástico!

Essa mulher é realmente

uma puta à frente do seu tempo!”

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Há mulheres (monogâmicas ou não)

que se apropriam da referência de “puta”

por fetiche auto-erótico nas suas atividades sexuais.

Descontado este uso (que não vamos moralizar),

queremos explicar porque não partilhamos desta noção

na nossa imagem de mulher.

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Toda renovação cultural representada pelo século XX no Ocidente não conseguiu abalar na cultura popular os sólidos e milenares preconceitos religiosos e patriarcais acerca da inferioridade da mulher. Nestas sociedades permanece o deus masculino, onde o exemplo de mulher é a virgem Maria. O sexo, pela simples condição de ser livre  (não conjugal), é acompanhado de horror e promessa de castigo celeste para uma religião que se ergue a partir de sua repressão.

Aqui surge o imaginário da mulher que pode ser ou “santa”, “princesa” (assexuada ou sexualmente rígida para dentro do casamento) ou “puta”, “vagabunda” (que não ostenta os símbolos da castidade, da carência, da ignorância sexual e que não está demarcada na monogamia do casamento cristão ou civil que lhe corresponde). Esta visão de moral religiosa permanece até hoje como uma cultura de base para cristãos e mesmo para a maioria dos ateus; para machistas e mesmo para a maioria das feministas.

A reposição desta cultura nas sociedades atuais dará lugar a um novo discurso da inferioridade feminina, se antes sagrada, agora biológica. E é fácil constatar, nesta mesma tradição, que mesmo a maior parte dos feminismos são cuidadosos para que não se contamine na ideia da “nova mulher” o estatuto da liberdade sexual.

Assim… mesmo hoje, a expressão “puta” está na ponta da língua para se estigmatizar a mulher dona de si, que dá para quem ela quiser.

A noção de “puta” é pois uma agressão monogâmica para a mulher autônoma e livre.

Para nós esta possibilidade é básica, um direito elementar: mulheres podem se dar para quem ou quantos homens (ou mulheres) desejarem.

Autonomia e liberdade não faz da mulher uma puta, senão na moral do casamento. E casamento não rima com liberdade.

Autodeterminação afetiva e sexual é uma possibilidade simples, própria de uma mulher livre.

>> Somos, todas(os) nós, Regina Navarro Lins! <<

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com/watch?

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