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Texto DeRose

Eis um texto interessante, escrito lá em 2002.

Leia com a tenção, faça suas anotações.

Faremos um debate em agosto sobre ele (data a ver).

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ALTERNATIVAS DE RELACIONAMENTO AFETIVO

DeRose – 2002

Todos traem, todos sabem, todos negam, todos fingem que acreditam.

E assim caminha a Humanidade, aos trancos e barrancos,

em direção a um nível maior de lucidez e de honestidade

que deve estar em algum lugar no fim do túnel.

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APRESENTAÇÃO

Cada erro cometido é uma virtude adquirida.

Nestes últimos quarenta anos, fui casado mais de dez vezes, algumas de “papel passado”, outras de forma natural; alguns relacionamentos foram fechados, outros abertos. Muitos deles, quando terminados, resultaram em fortes amizades que já duram décadas. Considero, portanto, que estou mais qualificado para dissertar sobre o tema do que os teóricos da matéria.

O intuito deste ensaio, obviamente, não é doutrinar, mas esclarecer e romper paradigmas. Fornecer dados e informações para que cada qual decida o que é melhor para si e mostrar que a forma convencional não é, necessariamente, a melhor maneira de realizarmos algo. A grande contribuição que espero poder oferecer é a de fazer com que as pessoas sejam mais felizes a partir da descoberta de que não deve haver uma única forma de relacionamento afetivo e sim de que cada ser humano deve ser livre para viver como quiser, desde que isso não prejudique ninguém.

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A FELICIDADE

Felicidade ou infelicidade são efeitos ilusórios de causas relativas à condição anterior.

Basta ver alguém chorando e poderemos apostar que a pessoa em questão está nesse lamentável estado emocional justamente por causa de quem deveria ser a fonte da sua felicidade. Então, há algo errado aí. Há algo equivocado no conceito de relacionamento afetivo.

Tudo o que buscamos é a felicidade. No entanto, nada pode ser mais contrário à felicidade que os constantes embates entre parceiros afetivos, os quais se verificam em pratica- mente todos os relacionamentos.

As rusgas entre amantes, namorados ou cônjuges estão entre os conflitos que mais geram desgastes vitais. Se você tiver um desentendimento com um amigo ou colega de trabalho, poderá ficar aborrecido, decepcionado, revoltado. Mas não se sentirá tão miserável, abandonado, solitário e carente quanto se esse desentendimento tivesse sido com a pessoa que você ama.

O fator que mais compromete o desempenho profissional e destrói carreiras, o que mais causa câncer, úlceras e enfartes, o que mais induz cidadãos pacatos à criminalidade passional, são as brigas de casais. Será que conseguiremos uma fórmula que atenue esse panorama? Ainda que não fosse uma receita infalível, mas que apenas amenizasse nosso desespero, já seria justificável que fizéssemos uma tentativa.

Parece-nos que o componente mais dramático do relaciona- mento afetivo é o cerceamento da liberdade. Não é à toa que o termoesposa em espanhol significa algemas. Contudo, não é só o homem que se sente algemado pelo enlace afetivo. A mulher é até mais vitimada pelas convenções sociais, afinal, vivemos numa sociedade patriarcal, que se caracteriza pela restrição da liberdade.

É preciso que preservemos a liberdade, o nosso bem mais precioso. Entretanto, parece estar implícito que para nos relacionarmos afetivamente com alguém, precisaremos abrir mão da nossa liberdade. Isso não está certo.

Mas, como usufruir da nossa liberdade sem magoar o outro? Como conceder liberdade ao outro sem nos violentarmos? É isso que vamos tentar descobrir durante o desenrolar deste livro.

(mais…)

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